"Ah! se eu pudesse te buscar sorrindo/ e lindo fosse o dia como um dia foi/"…
Ah! Se eu pudesse discorrer sobre a vida, assim como o poeta discorreu na canção… Então eu teria sabido que o compreender é sempre afetivo, com sua carga de tradição, amor e sensibilidade, atuando sobre a razão.
Sinto saudade da minha infância, da inocência, da crença no futuro, daqueles que me deixaram quando partiram.
Ás vezes sinto falta de um tempo que nunca existiu… De um instante que se fez eterno… Da volúpia necessária para embalar meus sonhos mais secretos… Das dicas e orientações sem as quais eu teria me perdido várias vezes e vagado por caminhos incertos!
Ah! Viver sem jamais sentir dúvida por saber do poder que existe nas palavras lançadas ao vento!
Percebo que estou nervosa porque o Natal e o Ano Novo aproximam-se… Penso que a melhor homenagem que se pode fazer nesta data, é celebrar – respeitando, amando, cuidando – a vida, a natureza e o enigma de tudo!
Ao invés de celebrarmos o nascimento do Menino Deus e a passagem do Ano, simplesmente ficamos nos endividando com providências desnecessárias: compras, comidas, presentes. Ah! Os planos… Para que planos quando o melhor é ter um só? Sabemos que os objetivos ou promessas que fizemos no ano passado não foram cumpridos.
Natal é a ternura da infância, o valor do presente e a esperança do futuro. Enxergo tudo mais colorido, brilhante, suave e mais bonito!
Além de ser uma data festiva, é um estado da mente. Toda vez que nos damos… É Natal!
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