Hoje, anti-véspera do dia das crianças e um domingo nublado, tudo me faz recorrer a um sentimento de lembrança, como se o tempo me desse a oportunidade de rever com calma e calor alguns momentos que valem a pena serem revividos.<br><br>Enquanto redijo no meu notebook este texto ouço, sem grande compreensão o que minhas filhas, sobrinha e amiga comentam entre risos e exclamações o que aconteceu na "balada" passada. Envolta em tantas confidências e alegria, me desligo do agora e deixando o som alegre ao fundo abro meu "baú" de lembranças, quando todas as protagonistas do hoje são remetidas a uma sala que já não existe mais, pois sua dona, minha mãe não se encontra mais entre nós fisicamente, mas com certeza em amor. <br><br>A Rua dos Eucaliptos, em Moema, no sobrado em que meus pais moravam era a sede dos encontros. Bom, mas voltando ao texto, consigo rever a cena de alguns anos atrás onde entre risos e exclamações ouvia as mesmas, junto aos outros irmãos e primos a desfilarem os brinquedos ganhos na tão esperada data. <br><br>Nesse dia minha mãe era mestre nas cerimônias com seus netos. Adorava festa, presentes e mesa farta, ingredientes harmônicos junto aos filhos, genros, netos e agregados. Mesmo depois de já crescidos todos recebiam dela um presentinho confirmando a data e frisando que, para ela, eles seriam seus eternos parceiros da alegria.<br><br>Já se vão alguns anos, mas confirmo que a saudade aperta nestas datas e torço em segredo e esperando com alegria a vinda dos netos e assim poder repetir, com alegria, tudo o que a minha mãe nos ensinou sem nunca ter cobrado tal segmento, pois o que de fato permaneceu foi o significado do amor.<br><br><br>E-mail: [email protected]