Hoje por volta das l6h, meu filho Filippe e eu resolvemos ir ao supermercado para comprar artigos de higiene e limpeza que estavam faltando. Por ser domingo, somente metade dos caixas estavam funcionando e as filas bastante longas. Como faz tempo, dou uma de européia, comprando só o necessário, vez que o fogão na minha casa não mais é aberto, pois a família toda sai muito cedo e só retorna fazendo as refeições como exige nossa amada cidade, perto de onde estiverem.
Lembrei-me com saudade de quando meus filhos eram pequenos e a panela de pressão assobiava o dia todo. No quintal as crianças brincavam fazendo a maior algazarra. A roda do velotrol ficou quadrada. Não só eles como os filhos de todos os vizinhos. Chegamos mesmo ao ponto de mandar recortar uma janela no portão de madeira, na altura de 1 metro (como se fora um guichê), assim, todos entravam e saíam sem precisar apertar a campainha. Na nossa casa sempre disponível, chegávamos a alimentar a tropa toda, fazendo piquenique com toalha estendida no fundo do quintal (arroz, feijão, bife, salada, batata frita etc.). Na casa deles nunca podia: é dia de faxina, ou, minha mãe vai sair, ou vai receber visitas, ou… Mas me dava prazer ver meus filhos felizes em companhia de seus amigos…
Porém, vamos voltar às compras e ao supermercado: cobro de meus filhos postura rígida quanto à honestidade, aliás, não é necessário cobrar, foram criados tendo exemplo, mas após pagar no caixa rápido as compras foram embaladas e levadas no próprio carrinho até o estacionamento. Quando retiradas, percebi que ficara um frasco de desodorante sem cobrar (conferimos o cupom). Criou-se um impasse: se nós voltássemos, com certeza o caixa seria punido, se não voltássemos seria apropriação indébita. Então, depois de matutar, resolvemos voltar e adquirir mais três frascos passando pelo mesmo caixa. No momento da cobrança, avisamos o funcionário do ocorrido, pagamos pelos três e trouxemos dois, pedindo desculpas e ao mesmo tempo pedindo-lhe que ficasse mais atento. Demoramos mais 30 minutos por causa da tal pendência, mas dormimos mais uma noite na certeza de não termos prejudicado ninguém.
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