Depois da queda

Retornei de uma viagem recentemente – 25/07 – e, conversando com um amigo, este me contou uma historinha que achei interessante.
Dois dias depois da queda em Congonhas ele, que estava em Vitória, retornou para São Paulo em um vôo da mesma companhia e, por volta de 19h30, deveria pousar em São Paulo.
Pousou! Nada de extraordinário aconteceu. O eixo narrativo está no embarque e no medo que acompanhou aqueles passageiros de Vitória a São Paulo e, claro, no alívio ao tocar o solo depois da aterrissagem.
Coisa estranha o medo. Vem e vai e vem!
Fica em nós, escondido. Às vezes dá um tempo, nos deixa em paz. Mas volta.
E assim, pela vida afora, nos rouba bons momentos de paz como se a existência pudesse se perpetuar apenas porque o sentimos. Só existe uma coisa a fazer, mas, para evitar críticas que certamente viriam, evito escrever. Digamos que a "ministra" já falou por mim.