Na primeira metade da década de 50, eu e meu primo, ainda adolescentes, vimos pela primeira vez os Demônios da Garoa.
Era um comício, não me lembro de quem, em cima da carroceria de um caminhão na Praça Sílvio Romero no Tatuapé. Não eram enormes palcos como os de hoje, que às vezes desabam.
Os fundadores, Toninho no violão, Arnaldo Rosa no afoxé, Artur (um magrão de bigodinho metido a galã) na outra ponta com violão, completavam o grupo o Vado no tan tan e Cláudio no pandeiro.
Saudosa Maloca, Samba do Arnesto, Progressio, As Mariposas, Malvina, Iracema. O Trem das Onze e Vila Esperança vieram depois.
A partir desse dia ficamos tão encantados, que formamos uma dupla e passamos a cantar em todas as festas as músicas do grupo. Comprávamos todos os discos que eram lançados, infelizmente não sei dizer onde foram parar aqueles 78rpm nem os LP's, mas tenho todos os CD's. Meu primo Heitor que já está no andar de cima, deve estar cantando junto com o Toninho e o Arnaldo que são mais afinados que eu.
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