Sempre tive boa saúde. Tenho 58 anos, sou casado e tenho uma filha. Quando criança, ia nadar no Clube Esportivo da Penha. Quando jovem, ao terminar as aulas noturnas do ginásio Nelo Lorenzon no Cangaíba, não pegava os ônibus, ia correndo até minha casa na Rua Tuapé, travessa da Caquito, no Centro da Penha, fazendo exercícios todos os dias.
Por mais de 30 anos, comia de tudo, fumava e bebia. No dia 21 de abril de 2009 parei de beber e fumar. Na madrugada de 3 de setembro de 2012, em casa, tive um infarto do coração. No dia 27 fui internado e em 29 de setembro fiz a cirurgia de ponte de safena no Hospital Beneficência Portuguesa, a primeira cirurgia realizada em um sábado naquele Hospital.
Fiquei internado até o dia 02 de outubro. Da minha cama, avistava pela janela, a Avenida 23 de Maio que dava para o Centro Cultural, o trânsito subia sentido bairro-aeroporto. As horas não passavam. Os dias se eternizavam. Até que veio a alta médica.
Daí, resolvi doar meu coração em agradecimento, da cirurgia, dos médicos, do Hospital, de continuar vivo e de voltar para minha família. Ao doar naquele dia o meu coração à Nossa Senhora da Penha de França passei a ver a vida de outra forma, prometi ser mais solidário com meus semelhantes. Muitas urgências que acreditava ter na minha vida perderam sentido.
Cada dia que passa agradeço à Nossa Senhora da Penha de França pelas bênçãos e proteção de todos nós.
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