CORRES DO TEMPO NUNCA

Era quase noite quando partimos

A fugir para outros mundos imaginados,

Lançados em nós.

Era quase noite

Num instante silêncio.

Uma cidade em perspectiva,

Difícil e distante

Numa quase noite egoísta

No horizonte em construção,

Em nós.

O céu solitário a girar,

Rosáceo indicando vida

No adorno sagrado,

Sutil para o certamente morrer

Numa quase noite.

Apenas um véu sombrio e estúpido

A restar após tão lindo sonho.

Pobres meninos

A brincar no fogo desconhecido

Numa quase noite.

Tão rápida beleza

De sabor sentir

Flores,

Lágrimas doces,

Quase noite em fogo beijar…

Almas que se perderam

Em busca de luz

Sobre o céu solitário da cidade,

De redentora fé

E anjos saber amor numa quase noite.

Intempestiva noite delírio

De linda insânia

A quase morrer

Amor

Sem nunca medo.

Agora, apenas sombras

A dançar distantes

Sobre as ruínas suspensas e silenciosas,

Mistério a correr no tempo nada

Numa quase noite…