Cinco mil razões para refletir: que fiz?

No panorama desta megalópole,
varrida do ostracismo, em século e meio, seus aventurados filhos, na vertente dum aparente passa tempo, feliz, em sua atitude, sugaram seu seio, até esgotarem e se indagarem:
Que fiz?

Fortemente guarnecida, por nacionais,
sem menosprezar conterrâneos,
oriundos de outros mundos,
de raças brancas, negras e orientais,
castas eslavas, hindus e armênios,
sempre se perguntando:
Que fiz?

Não contente com resultados, bons,
armados de um bom comunicador,
sorrindo de alegria, começam a caça,
lembrando tempos de outrora,
debulhando anos de amor e dor
indaga, sem medo da outrora carcaça:
Que fiz?

Fiz, de vez, um texto desimpedido,
de recordações sentimentais, tons
esmaecidos pelo tempo, pela memória,
no rol de pesquisadores, surpreendido.
Qual não foi minha surpresa, pediram bis.
Que fiz?

Homenagear este site, esta equipe,
deitar e rolar sobre bairros ricos e pobres, periféricos e centrais, antigos e nobres, novos e modernos, tudo enquadrado dentro dessa tentacular São Paulo, em cinco mil textos, da simplicidade a elite.
Foi isto que eu fiz!

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