Cidade Leonor: saudosa infância, infância querida

Que tempo bom que não volta nunca mais… Fui morador da antiga Rua do Cedro, hoje Rua Wilson Pereira de Almeida. Ficava próximo às ruas Alba, Artemis, Tejupa, Barrania, Ipaobi, Iboti, Taguaritiba…

Nasci em 1968 e logo este bairro passou a fazer parte de minha vida. Lá cresci e morei até os 23 anos. Cheguei a freqüentar a creche da Paróquia São Benedito quando criança, onde tinham por professoras a Sra. Angélica e a Dna. Stela. Participei muito das quermesses da paróquia na rua da feira, próximo ao Depósito de Materiais Lajes Douglas e da Farmácia de Sr. Paulo (japonês), onde paquerávamos por meio das cartinhas do correio elegante na época junina.

Minha escola era a Escola Flavia Vizibeli Pirró, onde fiz o ginásio. Afff, cabulei muito! Espero que meu filho não leia isto…

Adorava ir nos casamentos no Clube Malha, local onde a velha guarda se reunia para jogar. Tempo bom em que existia respeito; todos éramos amigos. Quem não comprou bombinha no tempo de Festa Junina na casa da Dona Anita, em frente ao conjunto de casas apelidado de Navio Parado, empinou pipas, pião nas ruas de terra, bolinhas de gude…

Sextas e sábados eram os bailinhos nas residências. O básico era uma lona, um toca discos e os lps de vinil. Nossa, chiava pra caramba, mas tudo era festa; os sons eram os do momento.

Essa saudade chega a doer no peito, quando lembro dos amigos que nunca mais encontrei, meninos e meninas que hoje são homens e mulheres, cada qual com sua vida, seus filhos e netos, e que ao vê-los brincarem, a saudade logo vem e, com ela, a oportunidade de recordar como éramos felizes.

Bons os velhos tempos que não voltam nunca mais… Hoje, pelo que sei, a criminalidade tomou conta e a paz deixou de existir como outrora um dia foi… Mas tudo bem, esse tesouro esta guardado em nossos corações e jamais poderão tirá-lo de nós.

Um abraço a todos os amigos da Cidade Leonor e região.

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