Lá se vai bem uns sessenta anos que vivo e curto a cidade. Como se fosse ontem me lembro dos aspectos da cidade, pois vivia no centro da cidade, mais precisamente na Rua Francisca Mequelina, e como a cidade era pacata em termos de assaltos etc. brincávamos na rua, no vale do Anhangabaú, onde tinha o Teatro das Bandeiras.
Cresci junto com a cidade, pois na tenra idade de 13 a 14 anos de idade já era Office Boy, e andava por todos os bairros, e assim vi diante de meus olhos a cidade se movimentar para todos os lados, a Avenida Ibirapuera, que era circundada de eucaliptos até Santo Amaro, era uma viagem inesquecível, os cinemas no centro, suas pastelarias, naquele tempo a maioria nas mãos de japoneses, as padarias, que hoje ainda resistem, como a Santa Helena na Praça João Mendes, a Java quase na esquina da Brigadeiro, o primeiro supermercado da cidade no final da Brigadeiro era o Peg Pag, uma revolução em consumo, e ainda vemos casas comerciais que lá estão há muitos anos.
Saudades daquela época que não volta jamais sim, temos, mas evoluímos com a cidade e fomos vivendo e vivenciando seus dias, suas transformações.
Interessante, estive por ocasião da inauguração da Via Anchieta, na inauguração da 23 de Maio, das marginais, da Rodovia dos Bandeirantes, Imigrantes, Castelo, a expansão das cidades vizinhas, o quarto centenário, onde passeávamos a pé pela Avenida Brasil, e outras avenidas como a 9 de Julho e Brigadeiro.
A vida nesta cidade sempre foi e será cheia de desencontros, mas muito mais cheia de encontros. Pena que ela também muda para o lado ruim, mas o que fazer. Vamos sempre vivendo para nós e para a cidade.
Nasci, cresci, me casei, tive meus filhos, e agora os netos que estão nascendo também, assim minha família é Paulistana mesmo, com muito orgulho, e olhe que é coisa rara por aqui estes novos dias.
Abraços a todos que vivem e amam esta cidade de todos nós.
e-mail do autor: [email protected]