Ciclistas em São Paulo

11h30 da manhã, Goiânia. De volta ao meu trabalho depois de uns dias em Sampa. Gostaria de relatar uma conversa com um taxista de Sampa. Estava cruzando a Av. Paulista rumo a Al. Jaú e no trânsito intenso da Paulista vi uns ciclistas, aí me veio à memória a trágica morte da bióloga ciclista que foi atropelada por um ônibus na Paulista.<br><br>O taxista me mostrou a bicicleta da moça que está exposta na Paulista como uma homenagem a sua memória, tinha algumas flores na bicicleta e uns cartazes também. O taxista me disse que a bióloga já vinha brigando com o motorista do ônibus uns dois quarteirões anteriores ao acidente. Parece que ela foi fechada, se desequilibrou, caiu e foi atropelada por outro ônibus que vinha atrás e que não pôde fazer nada para evitar o choque.<br><br>Pois bem, o taxista disse que existe uma lei municipal que diz que o veículo tem que ficar a um metro e meio do ciclista em vias públicas. Se essa lei existe isso é prova de que o legislador jamais pôs o pé ou a bicicleta na Paulista ou em outra avenida qualquer. É inaplicável essa distância de um metro e meio em dia de trânsito pesado (quase todo dia). Sem querer fazer juízo de valor e criar polêmicas com os ciclistas, mas acho extremamente perigoso e inadequado o trânsito de ciclista pela Paulista. É de assustar como eles correm riscos.<br><br>Para vocês verem o que estou dizendo, propus para uma amiga que me acompanhava uma aposta. Dar-lhe-ia mil reais se ela cruzasse a Paulista, do Paraíso a Consolação. O taxista ainda sugeriu que eu alugasse uma bicicleta na Al. Jaú (realmente lá tem umas bicicletas para alugar). Minha amiga disse “não” para a proposta, se ela concordasse eu que voltaria atrás na proposta. Caros amigos do site, como conseguir que o pessoal de bicicleta transite pela Sampa sem tanto risco? A propósito, aqui em Goiânia é o mesmo perigo.<br><br><br>E-mail: [email protected]