Caso do bolo

Gula é mesmo um caso de polícia. Eu sempre soube que ela era um dos pecados capitais. Bem, eu sempre me confundi com os conceitos de pecado. Porque desde os meus remotos tempos de catequese eu sabia que existiam vários, mas eu nunca soube a diferença entre eles. São várias as modalidades: tem o capital, o mortal, o venial, o grave. Mas eu nunca entendi bem essa parte.
 
Bem, acabo de descobrir que pecado mortal é a mesma coisa que pecado capital. Fui pesquisar no site 7 pecados mortais on-line e obtive a informação. Ainda bem que não é pecado consultar a internet, “rê rê”.
 
Voltando à gula. Sou gulosa de nascença. Gulosa por novidades, por aprender, por ler, por sinceridade, por viajar de carro, por andar pelo Bixiga, Ipiranga, Cambuci. Pela Paulista. Pela Ipiranga com São João. Mas, claro, uns doces… Uma pizza.. Não há ser vivente que não goste.
 
Então eu resolvi fazer um bolo. Há tempos eu não me esmerava tanto. No capricho, com muita alegria, fui separando os ingredientes.
 
– 3 ovos de galinha feliz. Sim, essa é a modalidade de galinha que vive em sítio, cisca, come milho, essas coisas. Não conhece bem o consumo de ração, por isso ela é feliz.
 
Além dos ovos, a manteiga, o leite desnatado, a farinha peneirada (branca e integral), o açúcar… O recheio com muito creme de leite bem batido e as fatias de pêssego em calda devidamente dispostas no recheio e na cobertura. A calda serviu para umedecer a massa já pronta.
 
Lindo. Delicioso. Gelado então, dos deuses do Olimpo!
 
Esse é o bolo especialmente feito por mim em comemoração ao aniversário do nosso querido amigo Modesto Laruccia. Sim, claro, é uma delícia celebrar o aniversário de uma pessoa tão especial, ímpar, simpaticíssima, capaz de distribuir sabedoria mesmo à distância.
 
Tive o privilégio de conhecer pessoalmente o nosso Modesto e outros colegas interessantíssimos, como o Luiz Saidenberg e o Vilton Giglio, quando convidados em janeiro de 2012 pela SPTuris para algumas gravações, em que nos apresentávamos para toda a audiência do site. Conversamos um tanto, aprendi muito, vi a foto da sua patroa.
 
-“Olha, Vera, como a Myrtes é bonita.”
-“Muito bonita sim, Sr. Modesto. E simpática também”.
 
E eu fiz de tudo para pegar um pouco de sabedoria, de simpatia, de singeleza do nosso ilustre colega de letras.
 
Parabéns, meu querido amigo. Estou sim comemorando o seu aniversário com muita honra.
 
Com muita alegria pela nossa convivência que já dura sete anos.
E o senhor, sempre incentivando a escrita, e isso é fundamental, sobretudo para os iniciantes na arte.
 
Estou aqui desejando muita alegria, felicidade, saúde e bênçãos a despencar do céu da nossa São Paulo, que nunca economizou boas energias para os filhos queridos.