Adoro futebol. Esta minha paixão pelo esporte bretão já ficou evidente em dois contos publicados anteriormente neste site. Outro dia estava de bobeira em casa e, de repente, me veio à cabeça o magistral poema “Canção do Exílio”, do maranhense Gonçalves Dias. Vocês sabem, né? É aquele que começa com o “Minha terra tem palmeiras, onde canta o Sabiá; as aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá”. Usando esta obra como exemplo me deu um start e uma vontade incontrolável de homenagear meu querido alvi-verde de Parque Antártica e, de quebra, dar uma cutucadinha na concorrência. Fui pesquisar na Internet e descobri que o poema de Gonçalves Dias é um dos maiores fenômenos da intertextualidade da cultura brasileira. Já foi citado inúmeras vezes na literatura e na música. Foi cantado, encantado e copiado, além de servir de inspiração para vários outros autores. Na área futebolística Eduardo Alves da Costa transportou as palmeiras gonçalvinas para dentro do campo e escreveu: “Minha terra tem Palmeiras, Corinthians e outros times, de copas exuberantes, que ocultam muitos crimes”. Sei que meu “poema” não passa de um pastiche mal escrito, que nem de longe, se compara ao de Gonçalves Dias. E nem é essa a minha pretensão. O que fiz foi só uma brincadeira literária na qual demonstro minha admiração pelo Palmeiras e que fica aqui como uma singela homenagem.
Espero que gostem, palestrinos ou não.
Minha terra tem o Palmeiras
O melhor time do mundo
É lá que jogam Valdivia
Dininho, Nen e Edmundo
Nós não temos o sabiá
Nosso símbolo é o periquito
Palmeiras quando adentras o campo
Não há espetáculo mais bonito
O São Paulo e um tal Corinthians
Até podem ter bons jogadores
Mas dentre estas agremiações
Só tu Palmeiras desperta tantos amores
Alvi-verde imponente
Esquadrão de luta, combativo
És um time envolvente
Nada me deixa mais envaidecido
Sei que o momento não é dos mais auspiciosos
Enfrentas tantos obstáculos
Mas com garra e determinação
Voltarás a dar espetáculos
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