Cabrito à "cachatora"

Meu tio Alberto era cantor. Seu forte era as "canzonetas" napolitanas. Apresentava-se em cantinas: Cantina do Guilherme em São Paulo e Santos e no l060, no Brás. Uma vez ele me levou ao l060. Na entrada um balcão com garrafas e tonéis de vinho que ocupavam quase todo o espaço, deixando apenas um caminho que levava aos fundos, onde mesas eram distribuídas em torno do terreno, sob uma cobertura rústica. Ele e os músicos (um deles tinha o apelido de "gamba tenalha") circulavam de mesa em mesa recebendo, aqui e ali, algumas gorjetas. A certa altura o conjunto ocupava uma das mesas onde lhes era servido um jantar. Naquele dia serviram macarrão e cabrito à "cachatora" (ensopado de carne de cabrito). Guardo na memória aquela noite. Quando ouço uma "canzoneta napolitana" me vem à boca o sabor do "cabrito à cachatora"

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