Brooklin: o bairro da minha infância

Infância Inesquecível<br><br>Em 1964 voltamos de Jundiaí para São Paulo meu pai conseguira arrumar um emprego na Volkswagen do Brasil, fomos morar um tempo na casa de Minha avó paterna na Rua Chanes em Moema, até que ele conseguiu alugar um sobrado germinado no Brooklin. Que na época estava começando. Lá havia muitos estrangeiros.<br><br>Fomos morar em uma pequena Casa na Rua Augusto dos Anjos que fica entre as ruas Gabriel de Lara e Godoy Colaço, para se ter uma idéia tanto minha rua com a Gabriel de Lara não eram asfaltadas ainda.<br><br>Nossa casa embora simples era extremamente aconchegante um pedacinho do paraíso com um pequeno jardim ao lado da garagem. Tinha um corredor onde adorava jogar bola.<br><br>O bairro era bom tinha a farmácia Droga Lucia do Sr. Nelson, a panificadora África do Sr. Manoel, a avícola do Sr Armando, o Supermercado na esquina da Avenida Morumbi com a Sto. Amaro. Posteriormente foi aberto um outro supermercado o Bazar Treze, tinha um açougue, o Bazar da dona Alda, o Murilo que consertava TV, Pizzaria Esperança, Cine Morumbi enfim tudo que um morador necessitava estava próximo de sua residência.<br><br>Existiam Escolas como o Colégio Meninopolis, Beatíssima, Patinho Feio estas eram escolas particulares. O Ennio Voss, Mário de Andrade, Osvaldo Aranha e a Escola Dr. José Dias da Silveira eram públicas e nesta época era bem difícil entrar numa escola desta, pois era muito concorrido. Dependendo do ano ainda tinha que fazer o exame de admissão.<br><br>Cursei o primário no Patinho Feio que ficava na Rua das Acácias, próximo a Kibon. Já o Ginásio, fiz na Escola José Dias da Silveira.<br><br>Por ser uma rua pequena chamávamos carinhosamente de vilinha, lá passei minha infância da qual guardo as mais belas recordações, parecia que tudo ali era encantado, moravam várias famílias com crianças de quase a mesma idade, isto era diversão na certa.<br><br>Jogávamos futebol na rua, taco, queimada, pega-pega, esconde-esconde, empinávamos pipas, sem nenhuma preocupação. Brincar pelo prazer de brincar. Naquela época não existiam tantos brinquedos como hoje, mas tínhamos imaginação o suficiente para brincar e ser feliz. De vez em quando íamos ao Cinema, ou almoçar fora com nossos pais. Quando tinha algum aniversário rolava até um bailinho de garagem.<br><br>Posso me lembrar de todos meus vizinhos, vivíamos como uma grande família. Quando algo acontecia com alguém todos tentavam se ajudar sem nenhum interesse. Posso dizer que tive uma infância realmente mágica, muito mais muito feliz.<br><br>Os tempos passaram meu pai já faleceu assim como muitos dos moradores daquele lugar também. Voltamos a morar em Jundiaí para tentar dar uma infância com mais liberdade para os meus dois filhos e tempo de serem crianças como fui sem tanta tecnologia e excesso de informação, pois a meu ver, muitas são ruins.<br><br>Deixo aqui meu agradecimento a Deus e a todos aqueles que conviveram comigo naquela rua.<br><br><br>E-mail do autor: [email protected]<br><br>