Braz, minha vida

Primeiramente, quero dizer que o bairro do Braz é praticamente a minha vida. Foi nesse bairro em que nasci, no ano de 1958, na antiga Rua Américo Brasiliense, número 580, que hoje é a Rua Professor Euripedes Simões de Paula. Por sinal, foi nesse mesmo lugar que meu pai, Vito Antonio Laruccia, também nasceu em 1934.

E lá moramos até 1970, quando o proprietário vendeu a casa para construção de armazéns, para a zona cerealista.

Na frente de minha casa ficava a Caixotaria Santo Antônio, que pertencia ao meu avô, Luigi Laruccia. Lá trabalhava seus filhos, meu pai e meu tio, chamado Pedro, juntamente com suas filhas Ângela e Tereza.

Vale lembrar que meu pai e eu moramos e trabalhamos no Bráz até hoje. Ele mora na Rua Professor Batista de Andrade, e eu na Rua Monsenhor de Andrade, no Edifício Rua Monteiro.

Aliás, tanto eu quanto meu pai estudamos no Rainha Margarida, na Rua do Gasômetro. O uniforme tinha uma gravata azul, com uma margarida bordada… Depois, estudei no Caetano de Campos, na Praça da República, e fiz o ginásio no Anne Frank, no prédio do Romão Puigari, à noite.

Falando nisso, minha mãe, Francisca Bargiela, também estou no Romão; ela que nasceu e morou na Rua Caetano Pinto.

Depois que tivemos de nos mudarmos, além de ter fechado a caixotaria de meu avô, meu pai trabalhou realizando jogos do bicho. Ah, o jogo do bicho… Talvez o mais correto dos jogos de azar, pois meu pai tem uma clientela fixa, que o segue até hoje, e sustentou nossa família, dentro do possível, com esta “profissão”: eu, minha mãe e meus três irmãos (Zequinha, Quinha e Pixote).

Fomos morar na Rua Benjamin de Oliveira, nº 191. Nunca abandonamos o querido Braz. Fomos mudando à medida que o aluguel subia muito e fomos para Rua Fernandes Silva, Benjamin de Oliveira (no prédio do Sr. Dilvo Silvestre), Rua da Alfandega, Rua Assunção e Rua Fernandes Silva.

Após todas essas mudanças, me casei. Casei-me com uma garota linda, Marina Borges de Lima, quando ela tinha apenas 14 anos. Minha Marina veio de Garça, uma cidade do interior de São Paulo, que também morava na Rua Benjamin de Oliveira, em cima do Bar Sete.

Casamos-nos em 1983, temos três filhos: Bruna, Vito e Caroline. Lembrando que meu pai tem 77 anos de Braz, morando e trabalhando no mesmo bairro desde que nasceu. Hoje ele trabalha na esquina da Rua Fernandes Silva, com Monsenhor de Andrade. E eu estou indo pro mesmo caminho.

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