Brás e Mooca

Eu não sei precisar quando, mas foi quase na metade do ano de 2010, que eu queria saber informações sobre a história do bairro do Brás, onde eu residi nos anos 70 e anos 80, e entre tantos sites acabei pesquisando no SPMC, percebi que existiam várias história sobre vários bairros de São Paulo, mas principalmente sobre o velho e bom bairro do Brás, que deixou lembranças inesquecíveis dos anos 70 e 80.

Resolvi então escrever uma história e acabei escrevendo outras, como agora estou fazendo novamente, pois é irresistível contar alguma coisa do passado, assim como tantos outros aqui contam.

Desta vez quero dizer que, os anos 70 eu tive muitas amizades e experiências morando na Avenida Rangel Pestana, naquele prédio de esquina com a Rua Professor Batista de Andrade, onde se localizava as Casas José Silva, de meu apartamento e via o trânsito dos diversos ônibus, com cores diferentes na época, de acordo com a empresa, inclusive os Penha-Lapa e os da CMTC, principalmente os Estações (46), que tantas vezes me foram úteis.

Antes de mudar para o Brás, eu residia em Santo André e meu pai teve duas propostas de emprego como Zelador de prédio, a primeira era na Avenida Paes de Barros na Mooca e ele acabou ficando com a segunda, na Avenida Rangel Pestana, no prédio já citado.

O meu contato com a Mooca começou em 1971 mesmo, num treino de futebol que um colega do time da escola arrumou para fazermos no Parque da Mooca, posteriormente, por volta de 1972 2 1973, eu e um amigo o João Henrique (Rua Professor Batista) frequentamos alguns bailes no MAC (Mooca Atlético Clube), na Rua Oscar Horta.

Algum tempo depois comecei a frequentar também o Arca, clube da Antárctica e o Juventus e em 1974, um outro amigo, o Giba – japonês, me levou para fazer um corte de cabelo no salão Christu's, localizado na Rua da Mooca, próximo à Rua Juvenal Parada, nesta época o meu cabelo era tão longo que chegava no meio das costas e cortei-o na altura dos ombros.

A partir de 1976, com outros amigos de escola (Annie Frank e 30 de Outubro), o Paulo Oliveira (Água Rasa), Amadeu Carotenuto (Vila Formosa), Rogério Carvalho (Parque Dom Pedro), Eduardo Sandrão (Rua Jairo Goés), Mário Massaru Ebina (Aclimação) e Wagner (Rua Francisco Marengo), começamos a frequentar a Vila Formosa (baile da Sociedade Praça Sampaio Vidal, e Status na Praça Silvio Romero), foram os tempos da Discotecas, apesar de eu gostar mais de Rock, principalmente o Rock Progressivo(Beatles, Pink Floyd, Yes, Supertramp, Rick Wakeman, Vangelis, Genesis, Jethro Tull e o ELP-Emerson, Lake and Palmer),
eu frequentava estes bailes por causa das garotas, é claro!

Cheguei assistir os shows do Alice Cooper (Anhembi), Rick Wakeman
(Portuguesa) e Genesis (Ginásio do Ibirapuera).

Comecei então a conhecer garotas que residiam na Mooca e uma delas se tornou a minha esposa, que residia na Rua Ibitinga e estudava no MMDC.

Por diversas vezes fui buscá-la na escola, antes de namorarmos em casa, nos encontrávamos na esquina da Rua Avai com a Rua da Mooca, onde se localiza uma igreja de Mormons, caronas para as amigas dela também como a Cláudia (Rua Lemes da Silva), que prestamos junto vestibular na PUC e a Damaris (Rua Jaboticabal).

Por coincidência, um antigo amigo, o Nildo (Rua Correia de Andrade), quando o pai dele assassinou a mãe dele em 1974, mudou-se com com as irmãs para a casa de uma avó, numa vila próximo a Rua do Oratório e Rua Barretos e uma irmã dele – a Laudicéia – estudava na mesma escola da minha namorada, a Sandra – que se tornou minha esposa, e trabalharam juntas numa loja de Calçados – Charo (esquina da Eua da Mooca c/ Rua Teresina).

Frequentei muita aquela região (Rua da Mooca, Rua Ibitinga, Natal,
Jaboticabal, Avai, Porto Alegre, Teresina, Cuiaba, Lemes da Silva, Acre, Fernando Falcão, Trilhos).

Fui diversas vezes no Bate-Papo – Praça Kennedy, início da Rua dos Trilhos, uma lanchonete que existia na Paes de Barros com a Rua Terenas, no Teatro da Avenida Paes de Barros e nas Casas da Banha (Rua Cuiaba com Rua Antunes Maciel).

Até o final dos anos 90, quando a minha sogra faleceu e posteriormente o meu sogro, eu frequentava nos finais de semana a Mooca, mesmo residindo na região do Morumbi, eu tinha o prazer de fazer visitas aos meus sogros e cunhados, que residiam próximo da Rua Ibitinga e Rua Natal e, ainda, gostava de comprar Pizzas numa Pizzaria, ou da Rua da Mooca (entre a Rua Teresinas e Rua Natal ou na Rua Fernando Falcão, próximo à Rua do Oratório).

Portanto, não nasci e nem morei na Mooca, mas por tê-la frequentado tanto, eu a tenho guardada no meu coração e na minha mente.

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