Brás, anos 70

Na década de 70, muitas novidades e fatos inesquecíveis aconteciam no mundo. Eu e muitos jovens na época ouvíamos as belas músicas dos Beatles, Bee Gees, Elton John, John Lennon, Pink Floyd, Yes, Supertramp, Roberto Carlos, Chico Buarque, Raul Seixas, Led Zeppelin, Deep Purple e tantos outros que faziam sucesso naquele tempo.

No futebol, Pelé em final de carreira, Tostão, Rivelino, Carlos Alberto, Clodoaldo, Marinho Peres, Marinho Chagas, Leão, Leivinha, Ademir da Guia, Ado (goleiro do Corinthians), Afonsinho (médico barbudo), George Best, Bob Moore, Bob Charlton, Sepp Mayer, Beckembauer, Breitner, Gerd Muller, Cruyift, Zico, Falcão, Socrates e outros que também jogavam o futebol-arte.

Eu e meus amigos que residíamos no Brás, tocávamos violão, ouvíamos os bons rocks clássicos e dançávamos nos bailes, fossem em clubes ou na residência de alguém, nas festinhas de aniversário, formaturas, casamentos, noivados ou qualquer comemoração. Foi uma época inesquecível, em que caminhávamos pelas ruas da cidade, principalmente do Brás, em qualquer hora do dia, sem o perigo que vivenciamos atualmente.

Quantas vezes atravessamos o viaduto do Parque Dom Pedro, mesmo de madrugada, ou caminhamos pelas ruas como Rangel Pestana, Piratininga, Mons. de Andrade, Gasometro e outras adjacentes cantarolando alguma canção de sucesso ou mesmo conversando ou acompanhados de namoradas.

Por onde será que estão atualmente os velhos amigos João Henrique Almendro (Prof. Batista de Andrade), Ricardo e Liberal (Correia de Andrade), Giba (Visc. Parnaiba/Piratininga), Miro e o Zé Geraldo?

E as garotas Silmara (Prof. Batista), Myrian Rodrigues (Mello Barreto), Ana (Gasometro, foi minha namoradinha quando estudamos no Annie Frank, ela era filha da mulher que cuidava dos alunos nos corredores da escola) e a Silvana Carraro e a Suely (Correira de Andrade) e a espanhola Maria Enriqueta, que chegou a residir no mesmo prédio que eu morei na esquina da Rangel Pestana com a Prof. Batista de Andrade?

E os caras da banda de baile, que chegaram a tocar no Programa do Silvio Santos (Os Moscas), que ensaiavam na Mello Barreto e tinha o André Barone (tecladista)?

As pizzarias, na Jairo Goes e na esquina da Piratininga? E por onde será que está o Eduardo Sandrão, que morou na Jairo Góes? Os cines Piratininga, Universo, Roxy, Fontana e Bruni Brás, que não existem mais?

Hoje o Brás não é o mesmo. Muito deteriorado, tanto nas construções como no ambiente, que se tornou mais comercial. Onde, antes, residiam muitos descendentes de italianos, garotas lindas e rapazes legais; amizades inesquecíveis.

Quando eu estudava no Annie Frank, tinha também um colega, Silvio, que residia na Mons. Andrade, de frente para o Senai, que sofreu um atropelamento na Rangel em frente à Rua Monteiro, e ele namorava uma garota que residia na Rua Muller (parece que o nome dela era Ivete).

O Julio Cesar, que residia na Rua Cavalheiro, quase que formamos uma banda de rock na época…

Quando eu ouço as músicas daquela época, logo vem a lembrança dos fatos, das pessoas e dos lugares por onde eu passei. São boas lembranças e espero que todos estejam muito bem em suas vidas.

Sei que alguns já faleceram, como o Nildo, que infelizmente perdeu a mãe quando eles residiam na Correia de Andrade, e eram vizinhos dos irmãos Carraro (Ricardo, Liberal, Silvana e Silvia).

Infelizmente, ou felizmente, a vida é como uma roda gigante: uma hora estamos no alto, e outra hora, embaixo; mas o mais importante é que as lembranças ficam cravadas na parede da memória.

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