No ano de 1974, eu residia na Avenida Rangel Pestana, esquina com a Rua Professor Batista de Andrade, no prédio onde se localizava a Casas José Silva. Meu pai era o zelador deste prédio e morávamos no sexto andar (cobertura) e de lá eu conseguia ver todos os lados do bairro e até as montanhas da Serra da Cantareira.
Eu tinha vários amigos, como João Henrique Almendro na Rua Prof. Batista (tocávamos violão juntos) e com outros amigos, como o Gilberto Matsumoto (Giba) que residia na Visc. de Parnaíba e depois na Rua Piratininga; Ricardo Carraro e seu irmão o Liberal Carraro Neto (Rua Correia de Andrade); o Miro da antiga Rua Américo Brasiliense, travessa da Mons. Andrade, próximo da linha de trem da FEPASA; e o Zé Geraldo (Vila Prudente, mas dormia na casa dos irmãos Carraro, pois a mãe dele era a segunda esposa do pai do Ricardo, Liberal, Silvana e Silvia). E havia a bela irmã do Ricardo e Liberal, Silvana (a gente se paquerava); e tinha uma vizinha deles, a Suely, irmã da Rosely e de uma garoto, o Chiquinho.
Quantas vezes ficamos na porta dos Carraros ouvindo música, principalmente Pink Floyd, tocando violão ou até jogando bola na rua.
Eu tinha 18 anos de idade e os amigos na mesma faixa de idade. Divertíamos-nos em bailinhos e em clubes como o Juventus, Sete de Setembro na Água Rasa, Clube Pinheiros ou Tietê, ou, então, na casa ou no apartamento de algum conhecido, fosse ao Brás ou em outros bairros da nossa querida cidade.
Frequentávamos os cinemas Piratininga, Universo, Bruni Brás, Roxy e Fontana, ou íamos até o velho centro da cidade.
Tínhamos um amigo que, às vezes, estava conosco: o Nildo (falecido de cancer nos anos 90), que era vizinho dos Carraros e, infelizmente, o pai dele assassinou sua mãe.
Quantas vezes fomos para Santos de trem ou viajávamos num ônibus que saia de uma rodoviária no Glicério, ou então passávamos o domingo no Estoril, na represa Billings na Via Anchieta.
Foram tempos inesquecíveis. As músicas da época, quando ouço hoje em dia, fazem as lembranças retornarem em minha mente: Beatles, Pink Floyd, Yes, Led Zeppelin, Deep Purple, Elton John, Bee Gees, Credence, The Hollies, Roberto Carlos, Chico Buarque, Raul Seixas e tantos outros…
Na época, ocorreu o casamento do André Barone (tecladista dos Moscas), na igreja do Brás, esquina da Rangel com a Jairo Goes, e a rua ficou lotada de gente para ver o Silvio Santos, que foi padrinho no casamento, já que a banda tocava no programa dele.
São lembranças que ficaram guardadas na parede da memória e que às vezes vem à tona quando ouço alguma música da época.
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