Na década de 40 e 50, o Pari era o reduto de muitas bordadeiras profissionais.<br><br>Ali, na rua Dr. Virgilio do Nascimento e no final da Rua João Boemer, existiam várias oficinas de bordado em máquinas industriais que produziam para as lojas de judeus do Bom Retiro, Rua Jose Paulino, Rua da Graça e adjacências. Eu era uma dessas bordadeiras!<br><br>Trabalhávamos horas a fio para darmos a produção necessária para cobrir nossos gastos com manutenção das maquinas, material, como linha, papel vegetal para os riscos das peças bordadas, agulhas que quebravam a toda a hora, taxi para a entrega do serviço e outros que me falha a memória.<br><br>O trabalho era árduo e o lucro era mínimo. Assim mesmo era muito bem vindo para ajudar no orçamento familiar. Era uma época muito difícil!<br><br>Estou relatando esse fato por fazer parte da historia do Pari.<br><br>Com o tempo tudo foi se transformando. Hoje sei que lá continuam existindo muitas oficinas desse ramo, são bolivianos e paraguaios que assumiram esse trabalho.<br><br>Faz muito tempo que deixei o Pari, porém apesar de ser muito trabalhoso e pouco lucrativo, sei que nunca vou esquecer com carinho, do Pari e também dessa nossa historia!<br><br><br>E-mail: [email protected]