O Theatro Municipal de São Paulo, não sei se alguém já escreveu sobre ele. Mas, nas minhas poucas linhas, deixo aqui minha admiração.
Como trabalhava ali perto e sempre que tinha "função", fosse ballet ou comédia, ou tragédia, as pessoas iam chegando com seus “carrões” e todos de "black tie".
Porque me lembrei disso agora? Sinceramente, não sei.
Acho que é porque chove e uma certa vez as luzes dos carrões refletiam nas poças d’ água ao entardecer, parecendo um doce quadro de Monet.
Quando se apagam as luzes da ribalta,
Quando se fecham as cortinas do tempo,
A comédia ou a tragédia,
Por nós tão bem representadas,
Sempre serão legadas,
Ao esquecimento.