Bidú – O novo amor.

Tempos atrás escrevi uma simples história com o título: "O Verdadeiro Amor", cujo protagonista foi um belo exemplar da raça canina, que infelizmente já aqui não mais está, mas a história se repete… Com o nascimento de uma menina, minha primeira neta, agora com 5 anos e que diariamente conosco almoça e depois a avó a leva para a Escola Maternal onde passa a tarde toda, quando sua mãe (minha filha) a busca.

No convívio com as coleguinhas do Maternal, as mesmas quase que diariamente ficam contando às peripécias que os cãezinhos delas fazem e para a minha família foi apenas uma questão de tempo:

– “Mãe quero um cachorrinho”

– “Filha não é possível, pois a mamãe trabalha fora e no apartamento, repito, não é possível cuidar.”

– “Então vou pedir para a vovó, posso?”

– “Hum… Sim!”

– “Vó me compra um cachorrinho bonitinho? Compra vó, compra…”

– “Cideme, posso comprar um cachorrinho para ela?”

– “Ih, cachorro de novo!”

– “Vô, deixa? Eu te amo…”

Quem resiste?

– Tudo bem, mas já vou avisando vocês cuidem dele e limpem a sujeira.

Comprado !

Primeiro dia:

-“Veja que lindo!”

Exclamam!
Raça?Não sei! Só sei que mede um palmo e é todo peludinho, fofo e negrinho. Seu nome: Bidú!

Não me perguntem quanto custou. Quase caí de costas quando soube.

Casinha improvisada e provisória de caixa de papelão e cama “acolchoada”, pasmem, com uma velha blusa minha e uma toalha felpuda.

Segundo dia:

Chego a casa, da sala já ouço:
– “Tire os sapatos!”

Respondo:
“- Mas estão limpos!”

E ouço?
“- Não, é para você não pisar "nele" que pode machucá-lo… ”

Terceiro dia:

Estava na sala de estar, deitado no sofá e chega meu filho, coincidindo com a minha ida a outro cômodo. Deixei o travesseiro e quando retorno, ouço:
– “Pai, hahaha, o Bidú deitou no seu travesseiro e a mãe imediatamente mandou tirar, pois o travesseiro poderia estar sujo por causa dos seus cabelos e fazer mal para "ele"”.

Quarto dia:

Final de tarde:
– “Cadê o Bidú?”

– “Cadê o Bidú?”

Correria geral pelo quintal, garagem, quartos, banheiros… De repente:
– “Vó, achei… Dormindo junto dos meus sapatos, que ficam atrás da "arara” (onde se colocam camisas)".

Final de semana:

Calor moderado e um dia bonito:
– “Vamos levá-lo no Parque Burle Marx? Ele precisa se exercitar um pouco. Mas não ligue o ar-condicionado, pois pode faz mal.”

– Para quem?

-“Quem você acha?”

Foi à resposta que recebi.

Decidido: Na próxima geração quero ser cachorro…

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