Eu fiz o primário de 1949 a 1953, quando tirei o diploma, no Almirante Barros em São Judas. Na época órfão de pai, eu tinha que ir a pé; da Rua do Encontro, entre Vila do Encontro e a Cidade Vargas, andava em torno de uma hora a pé.
Isso começou quando eu tinha oito anos. Era terrível, eu não via a hora de chegar ou em casa ou na escola. Mais tarde, comecei a pegar o 12, no ponto final, e os motoristas, educadíssimos, nos deixavam na porta da escola, onde um guarda civil nos atravessava.
O regime era ditatorial. Silêncio; levantávamos quando da entrada do mestre, cantávamos o Hino Nacional, o da Bandeira, dos Expedicionários, dos Marinheiros, até do Chico Alves.
Sempre fui muito brincalhão e até hoje sou; então, volta e meia, tava ajoelhado no milho ou tomando palmadas na mão. Jogávamos bola, figurinha, pegador, e as meninas, amarelinha. Eu cheguei até a ser "Escoteiro do Ar", me achava muito importante, fardinha azul, com um quepe e uma faca… Me achava um soldado. Era muito gostoso.
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