Balão sumidinho, no céu de São Paulo

Em 30/04/2007, fui ao Morumbi ver Santos e São Caetano. Levei meu menino – João Victor – que somos mais que pai e filhos; somos companheiros de belas jornadas (Claro que Ana Clara também, mas, nesse caso, ela não foi).
No Morumbi, estádio que deveria ser mais um “próprio da municipalidade”, mas, por motivos ocultos – ou nem tanto – não é, senti uma emoção que há tempos não sentia com o futebol. Talvez pela presença maciça de crianças (a torcida jovem do Santos é imensa; garotos que cresceram vendo Diego, Robinho e Elano jogar), pela presença de meu filho, enfim, deixei um pouco de lado o jogo presente e, enquanto o Santos atual penava com Zé Roberto, Tabata e Cléber Santana (e perdia, com um gol do adversário aos 9 minutos do 1º tempo), eu via de novo à minha frente Cejas em baixo da trave, Marinho Perez atrás do gol orientando o goleiro e a Portuguesa chutando mal.
Eu via 4 garotos – Luizão, Mano, Priá e Primão – e mais um de contrapeso, mas que não importa agora, alvoroçados pela presença de Pelé e Clodoaldo. E, à saída do estádio, ouvia ainda – não hoje, mas outrora – o erro (?) grosseiro de Armando Marques.
Naquele tempo longínquo, quando éramos 04 e não 03 (mano já não está ente nós;voou) acho – penso – que vi um balão sumidinho no céu de São Paulo. Garoava, e o Morumbi era longe. Neste Abril de 2007 vi um balão sumidinho no céu de São Paulo. O Morumbi é perto. A vida foi passando e tudo ficou mais claro, ou quanta ilusão.

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