Baixe a guarda, isso é um sorriso!

Em São Paulo é comum nos depararmos com pessoas apressadas, sisudas, que andam sem olhar o que acontece a sua volta e, às vezes, até falando sozinhas.

E hoje tem até uma modalidade nova de falar sozinho: é quando se tem um celular guardado no bolso e um leve fio grudado no ouvido; se não observarmos direito, a gente acha que o transeunte é maluco.

Difícil mesmo é encontrar alguém sorrindo; como o povo anda estressado, sem paciência! E isso inclui transeuntes, atendentes de bancos, estabelecimentos comerciais, órgãos públicos, etc, onde se percebe que a tolerância e a gentileza andam no limite mínimo.

Como já dito em outros textos, presto serviço voluntário em um dos postos do Poupatempo na capital paulista, que escreve cartas para a população que por ali transita.

Nós, os voluntários, ficamos num balcão, por onde passam dezenas de centenas de pessoas diariamente e, quase sempre, da forma descrita no primeiro parágrafo.

Na maioria das vezes, quando elas nos olham, sorrimos! Embora não estejamos ali para isso, essa atitude as atrai, descontrai, aproxima-as de nós; sempre trazem uma pergunta, até uma conversa.

Como uma arma poderosa, o sorriso vai desarmando quem já vem com pedrinhas nas mãos, pronto para atirar no primeiro que vê. Arma que pode ser usada sem moderação, cuja munição sempre atinge o alvo e faz bem a ambas as partes.

Façam essa experiência; quando estiverem em algum lugar público e alguém de cara fechada cruzar seu caminho, tente sorrir. É interessante constatar que as pessoas ainda se sensibilizam com esse gesto; vale a pena praticar, inclusive quando estiverem sendo atendidos num estabelecimento comercial ou público.

Além do sorriso iluminar o rosto, deixar os olhos brilhando, dizem que movimenta muitos músculos da face, suavizando as rugas que aparecem no canto da boca.

Agora é que não vamos parar de sorrir naquele espaço onde prestamos nosso serviço voluntário; além de tudo ficaremos jovens por mais tempo! Dá-lhe sorriso!

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