Bairro Vila Nova Conceição – Continuação

Continuação da história anterior, “Bairro Vila Nova Conceição”.

Uma particularidade muito importante: As famílias e seus integrantes eram mais conhecidos por seus apelidos, alcunha, etc.; apelido este que sempre "traduzia" um fato pitoresco de suas vidas na comunidade.

Exemplo: meu saudoso pai era conhecido como o Sr. Zé Valente da "Mauser" (arma alemã), já que possuía uma e só a testava no mês de junho – festas juninas – porque era fácil confundir os estampidos com o estourar dos fogos e foguetes da época. Este cuidado chegava até ser um ato de pura inocência!

E assim, neste ambiente de vida pacata, cheia de dificuldades de toda ordem, mas de uma "pureza humana" contagiante, me ufano da infância e adolescência que vivi neste bairro.

Hoje, como que projetando um filme hipotético da nossa existência na tela panorâmica da vida, avalio, sem qualquer temor de errar, que, naquela época já distante, cada "moleque" era indubitavelmente um sábio, um verdadeiro guerreiro desarmado, pois carregava consigo o dom e a força da criatividade, o que supria em muito a falta de outras comodidades, hoje em dia tão banalizadas no seio das famílias em geral.

Na forma do possível, voltarei abordando outros aspectos do passado deste tão badalado bairro Vila Nova Conceição e seu entorno (Indianópolis, Itaim Bibi, Ibirapuera, Jardim Paulista, Moema e Vila Olímpia).

O bairro Vila Nova Conceição compreende o perímetro delimitado pelos logradouros: Rua Afonso Braz (do início ao fim); Avenida Santo Amaro, no sentido centro até o Túnel Tribunal de Justiça; à direita, Avenida Antonio J. de Moura Andrade até a Avenida República do Líbano, e por esta até a Rua Afonso Braz – início.

Nota: Em razão do status deste bairro, sua nomenclatura é usada, às vezes, por algum interesse, indevidamente.

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