Com certeza muitos da minha idade se recordam dos anos 60, quando realizávamos os bailinhos de sábado, ora em nossas casas, ora na casa de amigos ou amigas.
Fico imaginando, fomos realmente privilegiados. Passávamos a semana trabalhando durante o dia, estudando à noite e contando os minutos para chegada do sábado.
Já tínhamos definido as tarefas de cada um para a organização da festa e o empenho era total. Uns se encarregavam da divulgação, outros das bebidas, outros ficavam encarregados do som e de arrumar emprestada a grande novidade, que era a luz negra. E como não podia deixar de ser, todos se trajavam com roupas brancas, para acentuar o efeito da luz.
As bebidas da época eram Coca-Cola, que tinha outro sabor, totalmente diferente de hoje, Crusch, Grapette e para descontrair Cuba Libre. Bebíamos e comíamos bem, nossas mães preparavam salgadinhos diversos, era só alegria.
Não causávamos grandes preocupações aos nossos pais, pois sabiam onde estávamos e principalmente, com quem estávamos. Não tínhamos carro, íamos embora a pé e sempre em turma. Não existia a violência de hoje, andávamos de madrugada sem nenhum problema.
Era uma coisa tão simples, porém extremamente prazerosa. Acho que a juventude de hoje não é tão feliz como fomos. As opções de diversão hoje são infinitamente maiores que as da nossa época. Porém a violência assustadora de hoje, o fantasma das drogas, o consumo exagerado e precoce de álcool, que aliado à condução de veículos, deixa nós, os pais, com o coração na mão.
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