Os ritmos que imperavam nos Bailes da época eram: Fox, Fox Trote, Swing, Bolero, Mambo. Samba Canção, Samba, Baião e Choros e no momento mais importante, a Valsa.
As músicas eram tocadas em seleções de 4×3, ou seja, 4 com a orquestra completa e 3 com um conjunto que intercalava-se com cada seleção, composto pelos mesmos membros da orquestra, e assim permitia-se que os demais elementos tomassem fôlego para a nova música.
As seleções musicais eram preparadas pelo maestro de forma a terem seu início com ritmos mais lentos e terminarem mais aceleradas, assim a Seleção de Fox, passava para o Fox Trote e terminava com Swing, e mais tarde até com um Rock; as Seleções de Bolero passavam depois para Mambos e depois, inclusive, com Chá-chá-chás; as Seleções de Samba Canção passavam para Choros e depois para Sambas rasgados.
Os rapazes, com receio de “taboas” faziam convites para as damas de alguma distancia, geralmente balançando a cabeça num gesto de assentimento, se ela demonstrava aceitar seu convite ele se dirigia até a mesa dela, aguardava ela se achegar e saíam a bailar.
Era comum, se houvesse interesse do casal, dançar de rostos colados. Esse gesto dava ao casal um ar mais envolvente e carinhoso. A colação de rostos podia ser feita de duas formas. Na primeira os rostos se colavam lado a lado, ou seja, o lado direito do rosto do cavalheiro colava no lado esquerdo do rosto da dama; na segunda, os rostos se colavam do mesmo lado da face, fazendo com que o casal olhasse para o mesmo lado enquanto dançava.
A posição dos braços era também muito importante, o cavalheiro abraçava a dama com o braço direito na altura de sua cintura enquanto que sua mão esquerda segurava a mão direita da dama mantendo o seu braço e o dela em posição dobrada na altura do ombro. Devemos ressaltar que a posição da mão esquerda do cavalheiro e da mão direita da dama, de conformidade com o grau de envolvimento do casal e do ritmo que estava sendo dançado, poderia variar com os braços estirados para trás ou então com ambos os braços dele enlaçando a cintura da dama e ambos os braços dela enlaçando o cavalheiro na altura da sua nuca, onde na posição normal apenas o braço direito dela estaria repousado. Lógico que, ao cavalheiro, de acordo com a situação, cabia o ato de com o braço direito ou com ambos os braços rodeando a cintura da dama promover maior ou menor arrocho.
A dama, por sua vez, também dependendo do grau de interesse e envolvimento, com sua mão direita acariciava a nuca do parceiro aumentando a sensualidade da dança.
Os principais salões de São Paulo:
CLUB HOMS: Ainda hoje instalado na mais Paulista das Avenidas, próximo a Avenida Brigadeiro Luiz Antonio;
CLUBE PINHEIROS: Localizado ate hoje na Avenida Faria Lima;
CLUBE PAULISTANO: situado até agora na Rua Colômbia (continuação da Rua Augusta);
CLUBE TRANSATLÂNTICO: Ficava na Rua 13 de Maio um pouco depois da Avenida Brigadeiro Luiz Antonio;
CLUBE ALEPO: Também situado na mais Paulista das Avenidas;
MAISON SUISSE: Instalado na Rua Caio Prado, entre as Ruas Augusta e Olinda;
PALÁCIO MAUÁ: Viaduto Maria Paula;
ACF SÃO PAULO: Rua Augusta 33;
CLUBE BADARÓ: Rua 24 de Maio;
CENTRO SOCIAL BRASILEIRO: Avenida Ipiranga em cima do Expresso Brasileiro, local onde depois foi se instalar o Restaurante Fuentes que merece ter um capítulo especial que prometo escrever.
e-mail do autor: [email protected]