Às vezes tenho nostalgia do passado. Era um tempo diferente.
Eu que passeei pelos anos dourados, anos rebeldes e anos de chumbo; participei de tudo nesta época, era muito bom. Os bailes de formatura, os bondes, os cinemas, até as arruaças.
O namoro era um ritual. A gente tinha muito respeito pelas meninas na paquera, que levava um tempo. Havia flores, poemas, discos, jantares, teatros e eventos como a Jovem Guarda e o Fino da Bossa. Sempre fui um cavalheiro.
Foi muito bom.
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