Arte de criança

Toda criança guarda em sua mente alguma arte que fez… Quando criança eu morava na Rua Francisco Leitão, 459 – Bairro de Pinheiros. A Casa era térrea, o corredor que dava acesso à garage era na lateral, passava pelo quintal e chegava à garagem.

Naquela época, ano de 1954, como meu pai não andava bem de saúde resolveu comprar um carro para minha irmã dirigir e levá-lo ao médico, trabalho e também para passear. Ele o comprou de um conhecido que vendia e comprava veículos. O carro era da marca Chevrolet, por sinal muito bonito. A pessoa que vendeu trouxe o veículo, colocou na garagem de casa e explicou para minha irmã que todo dia ela tinha de dar a partida no carro para não descarregar a bateria. Explicou que iria deixar a marcha no ponto morto, era só chegar, dar a partida e esperar de cinco a dez minutos desligando em seguida (ela estava para tirar a carteira de motorista).

Eu ouvi todas as explicações em um canto da garagem… Como tinha a mania de pegar uma tampa de panela, como a direção, e ia passeando pela casa como se fosse carro. O moço entregou as chaves para minha irmã e no dia seguinte, antes que minha irmã fosse dar a partida, eu peguei a chave do veículo escondido, fui à garagem e dei a partida… O carro deu um solavanco, ao invés de parar não pisei no acelerador e o mesmo saiu em disparada só parando no banheiro de empregada arrebentando toda a frente do veículo. Saiu aquele poeirão e muita fumaça!

Naquele tempo, criança se educava com palmadas ou castigo, agradeço aos meus pais as palmadas que levei e os castigos que tomei.

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