Andando pela Barão de Itapetininga, na última vez que estive em São Paulo, parei para dar uma olhada em alguns quadros que estavam no chão, ao meio de outros tantos ambulantes que tem por ali.
Gosto da pintura estilo NAÏF. Esses pintores são, em geral, autodidatas e sua pintura não é ligada a nenhuma escola ou tendência. São os "poetas anarquistas do pincel".
Olhando um e outro quadro, o pintor (já um senhor de certa idade) me disse:
– Pode escolher à vontade, eu faço por dez reais. No mesmo instante escolhi um bem alegrinho, em tons azuis e moldura linda branca.
Depois que o Julio pagou, eu disse a ele:
– Pagamos o jantar dele, mas o quadro merecia um preço melhor, o que pagamos não vale nem a moldura.
E trouxemos pra casa um lindo quadrinho de um pintor anônimo de São Paulo.
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