Amizades que o tempo não apagou

No esplendor da mocidade, na década de 60, as amizades de infância continuavam sólidas e imutáveis. Crescemos juntos e junto tudo partilhávamos.

São Paulo, ainda terra da garoa, na época era romântica e tranquila, embora já dinâmica e prenunciando a grande metrópole que viria a ser.

Nas noites de verão, no Empório de meu pai, aqui Brooklin/Petrópolis, reuniam-se os seresteiros, e nas noites enluaradas ficávamos do lado de fora, ouvindo-os cantar ao som de um violão as serestas de um passado que o tempo já levou.

Aprendíamos ali, junto aos contemporâneos de nossos pais, a beleza e a poesia das coisas simples da vida, ouvindo aquelas canções e declamações poéticas dos mais talentosos.

Mas o tempo passa, nossos pais já se foram, alguns amigos não tão chegados também. Todos se dispersaram, mudaram de estado e até de país.

Hoje ainda somos um grupo de amigos, embora dispersos, mas o tempo e a distância jamais apagarão o elo e a chama da verdadeira e sincera amizade que nos uniu e ainda nos une.

Em homenagem (in memorian) aos amigos Candinho e Gilberto (Mazaropi).

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