Como é bom lembrar o passado recente, tanto na cidade como nos bairros mais afastados, quando a vegetação era abundante, na maioria das ruas, quintais, parques e praças, tanto as para produzir sombra como as frutíferas.
Parques, praças, atualmente há muitas pela cidade, porém muitas delas sem o menor verde, ou então abandonadas com entulhos de obras e lixo, menos árvores, muitas feita de concreto, puro cinza por todos os lados.
Nos quintais das casas, antigamente, havia espaço para jardins na frente delas e hortas nos fundos, cercas vivas com hibiscos que aparados davam formas diversas, agora os quintais são garagens, lojinhas, principalmente bar, não se deixa um metro de terra para contar a história, pior ainda nas comunidades, favelas, onde tem o menor índice de verde da cidade, onde as casas vão até a rua, meio fio, uma casa colada na outra.
O reflexo disso é a falta dos pássaros, principalmente dos bem-te-vis e sabiás, que tinha sua época de vim cantar em nossas árvores, até os pardais e tico-ticos que eram considerados pragas sumiram, em compensação as pombas proliferaram, creio que seja o pássaro que mais se identifica com o concreto, com o cinza da cidade.
De vez em quando, vemos um plantio de árvores pela prefeitura, mas por falta de conservação ou vandalismo só vemos a marca de terra nas calçadas, onde ali devia ter uma árvore.
Quantas avenidas largas, duplicadas na cidade, sem nenhuma árvore, muitas vezes quando as possuem não são as corretas para aquele local, troncos muito grossos, outras muito frágeis.
Um dos últimos projetos do verde aqui em minha região nesse sentido foi o plantio de árvores na Estrada de Itapecerica, entre Capão Redondo e Vila das Belezas, há aproximadamente dez anos, quando a estrada foi duplicada e hoje estão grandes e floridas, pena que com muitas falhas do plantio e ninguém se preocupou em replantar outra no local se não bastasse isso, vemos que boa parte delas estão levantando a calçada, pois não foi feito o aumento da área ocupada pelo tronco e raízes que afloram sobre a calçada.
Também vemos em muitos lugares os moradores “concretarem” o tronco da árvore, danificando-a e tornando-a com perigo de em cair.
Felizmente, a natureza é sabia e resistente à depredação, pois na maioria das vezes a planta sempre renasce em qualquer local, podemos comprovar vendo diversas ramagens e até árvores brotarem nas frestas de pontes, viadutos e concreto de calçadas, mostrando ao homem da sua capacidade de regeneração; árvores que nascem até em cima de postes de concreto, árvores que servem de poste para suportar cabos elétricos.
Sabemos da deficiência de agrônomos nos quadros da Prefeitura para uma melhor inspeção nesses arbustos; antigas que caem com chuvas e um vento pouco mais forte, causando danos a bens particulares e municipais, justamente pela má conservação, falta de poda e até por doenças irrecuperáveis, como ataque de cupins e outras pragas.
Louve-se alguns parques de nossa região sul-sudoeste que possuem parques que servem de modelo para a cidade como o Ibirapuera, Burle Marx, na Vila Andrade/ V. das Belezas, e Santo Dias, no Capão Redondo, e Parque do Nabuco, no Jabaquara, e Parque Alfredo Volpi, no Morumbi, e por que não a Marginal Pinheiros, que podia ser melhor, mas é bem arborizada.