De Olho na Cidade 13/07/98
Numa madrugada fria de 1998, em São Paulo, 10 graus a temperatura. Cinco horas e um minuto. Neste dia todo mundo levantou mais por obrigação que em outros dias e o motivo não poderia ser outro: Tínhamos perdido a final da Copa do Mundo.
Se fosse um outro lugar, um outro país, ninguém daria muita bola ou até diriam que o segundo lugar foi também triunfo. Assim fazemos com o nosso Guga, com Barrichello; que quando chega em segundo é motivo de festa; com o pessoal do vôlei, do basquete.
No futebol porém é diferente: Independente das estatísticas que apontam o Brasil como o primeiro colocado no ranking da FIFA: Quatro vezes campeão do mundo, duas vezes vice-campeão e duas terceiro lugar. Ainda que um outro dado indique a competência de nosso futebol dando conta que entre as 16 copas disputadas no século 20, o Brasil esteve em metade das decisões. Ainda que tenhamos o maior atleta do século -Pelé, eleito aliás pelos franceses como "rei" do futebol – e que o país continue sendo um celeiro de craques, ainda assim, perder em uma decisão de Copa do Mundo é para nós, algo profundamente doloroso.
Claro que para quem já tem tantos títulos no futebol, como nós, deixar um para os outros competidores não deveria pesar tanto. Ainda mais para a França que nunca havia vencido uma Copa.
Perder na final é triste demais e justo para a França, campeã em quase tudo: Nas artes, na cultura, na qualidade de vida.
Não importa, a Copa do Mundo, no país do futebol continuará sendo sempre nossa, mesmo quando alguém a toma emprestada.
Viva a França Campeã Mundial de Futebol, mas a COPA DO MUNDO SEMPRE SERÁ NOSSA.