Quando nasci fui morar no Braz, em 1957, pois meu pai era gerente do Banco Brasileiro de Descontos do bairro. Não tenho lembranças. Depois fui morar no Paraíso, em 1960, Rua Luiz Gotschalk.
O que me lembro desta época de pequeno era de ir junto com meus primos pegar mamona perto do riachinho que nunca cheguei a ver. Sei que hoje fica embaixo da Avenida 23 de Maio. Me lembro de um bairro já urbanizado, com calçamento de paralelepípedos. Brincava na rua quando voltava da escola (Externato Teixeira Branco).
Depois fui morar na Rua Maestro Chiaffarelli,em 1968, no Jardim Paulista em uma casa que ainda existe e que possui uma imensa árvore e era lá que eu ficava “encarapitado” quase todo o dia. Meu colégio era no Alto de Pinheiros, e eu usava o 718 da CMTC que tinha ponto final bem defronte ao colégio. No segundo ano de ginásio fazia rodízio com alguns colegas e as vezes íamos pela Marginal. A pista expressa totalmente de terra e a local com vários pedaços também de terra. Lembro de um aluno mais velho que veio da Hípica Paulista à cavalo pela Marginal até o colégio. Causou furor.
Quando íamos para o interior visitar parentes, o nosso acesso para a Via Anhanguera era pela Estrada das Boiadas (Diógenes Ribeiro de Lima), boiadas estas que tive a oportunidade de ver. Morei ainda na Rua Capri, Luiz Anhaia, Alameda Santos, Mourato Coelho, Tamanás e São João Brito.
Fatos interessantes e diferentes: Lembro de ir ver um carro forte assaltado na Rua Estados Unidos perto da Pamplona. Era época da ditadura. Cheio de gente, vira e meche ia um moleque, eu inclusive, subir do estribo do carro para ver por dentro. Diziam que tinha sido o Lamarca pela precisão do tiro. Nunca soube o que foi que aconteceu. Nesta mesma Rua Estados Unidos, me lembro de ir ver a passagem dos carros que faziam um Rali que acho que era para comemorar a copa de 70. Me lembro da Rua Augusta acarpetada. Me lembro da do Shopping Iguatemi bem pequeno e quase vazio.
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