A Revolução de 32

No dia nove de julho, nós – paulistas e paulistanos – comemoramos o aniversário do maior movimento cívico da nossa história: a Revolução Constitucionalista de 1932.

Foram 87 dias de combate duro, recheados de muito sacrifício e feitos heróicos, mas como fomos o lado vencido pouco se fala nisso. Mas, precisamos lembrar…
Não vencemos a Revolução, fomos inclusive traídos, mas tivemos vitórias políticas muito significativas em conseqüência dela: a Constituição de 1934, o direito de voto para as mulheres e lembranças alegres e tristes que temos a obrigação de cultivar e passar para nossos descendentes, pois somente engrandecem a nossa cidade, o nosso Estado e o seu povo.

Contem as histórias que ouviram neste site. É preciso inclusive afastar os panos de fundo preconceituosos dos textos sobre a Revolução que sempre se referem a uma conotação separatista, a problemas de ordem econômica e a influência dos fascistas italianos.

Cheguei a São Paulo na crise pós-Revolução (nasci em 1933), mas eu estava na barriga da minha mãe durante as lutas e acho que isso me marcou muito. Meu pai era arrimo de família e não pode ir lutar, mas meus tios Nino, José e Carmello lá estavam. Meu tio Condo (Secundino) era da Marinha, sediada no Rio, e ficou desesperado por não poder lutar ao lado dos irmãos paulistas pela causa.

Ele escrevia cartas para minha avó, contando seu desejo e, afinal, desertou e veio juntar-se aos revoltosos. Tenho ainda o diploma atestando que minha avó Luiza deu ouro para o bem de São Paulo e… Ela era estrangeira!

Eu era bem pequena e o papai sempre me chamava para que eu dissesse aos amigos o que queria dizer MMDC: "Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo". Eu e sabia dizer quem eram os donos desses nomes e o que tinha ocorrido com eles. Acho que atualmente muita gente acha que é apenas uma sigla estranha.

Vamos ler tudo sobre essa Revolução que tinha como meta a verdadeira democracia no Brasil e vamos nos orgulhar disso. Não perdemos, ganhamos para todos!
(Recomendo o blog Tudo por São Paulo 1932 de Ricardo Della Rosa).

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