Que tive um texto meu publicado foi em 1994, na revista Wiwa, publicação da empresa Kolynos, que substituiu a revista "meio de cultura", do mesmo grupo. Publiquei durante um tempo nesta revista e depois passei a manter coluna semanal no "jornal da cidade", de Mauá e depois no jornal "A Hora" de Suzano (neste meio tempo, mantive centenas de colaborações em jornais – Moginews, A Voz de Ribeirão Pires – e revistas).
Bom, estou relatando isso porque me lembrei deste fato ao fazer visita técnica em uma grande empresa da região de Mogi Guaçu, sexta-feira, 20 de outubro de 2006.
Um profissional realizava palestra para diversas pessoas, quando, ao término, iniciamos uma conversa, a princípio, profissional enveredando depois pelos caminhos da memória. Aí, comecei a recordar de um tempo em que éramos 05 rapazes, Ubirajara, Rio Preto, Baleiro, Luiz Carlos Piracicaba e eu. De Taubaté para o mundo, aportamos na Rua Amambai – Vila Maria.
Uma tarde de sábado, saímos por aí. À noite, participaríamos da São Silvestre, não como atletas, mas como equipe de apoio. Na tarde chuvosa, em plena Avenida Rio Branco, entramos em um predinho pra lá de suspeito. 03 ou 04 andares e as garotas nas escadas.
Na expectativa da virada do ano, o amor fugaz.
Não, não foi a primeira vez.
A primeira vez, eu era muito pequeno, não valeu. A segunda vez, eu tinha 14 anos e essa sim, valeu.
Neste valeu/não valeu, me foi perguntado porque não realizava palestras contando tantas coisas como as que costumo contar em minhas crônicas e conversas de fundo de boteco e foi então que eu disse que não fazia este tipo de trabalho porque não creio que as pessoas se interessariam. Acho que meu público, se é que tenho um público, é restrito exatamente porque é assim que quero ser. Restrito. Quero guardar pra mim as coisas que me são caras e apenas reparti-las em doses homeopáticas àqueles que possam vir a se interessar, o resto é cinza, como o céu de São Paulo, como o olhar de Cacilda Becker.