Depois daquele 21 de abril, fiquei "ensaiando" a semana inteira como contar para minha mãe que estava namorando.
Na sexta seguinte, ele avisou que iria à minha casa, conhecer meus pais e pedir minha mão em namoro! (Isto não acontece mais!).
Domingo, 29 de abril: Enquanto minha mãe preparava o almoço, criei coragem e disse a ela que "um moço" vinha em casa aquela tarde.
Com um "olhar 43" ela pergunta:
– "Que moço é este? Vem fazer o que aqui? Como é o nome dele? O que ele faz?".
Eram muitas as perguntas e eu tive que responder uma a uma, calmamente.
Disse que era um rapaz que estudava à noite, já trabalhava, era mais velho que eu (eu tinha 15 e ele 18) e que queria namorar comigo…
A feição dela não foi das melhores, pois achava que eu era muito nova para namorar, mas como o rapaz não tinha como ser avisado para não vir (ninguém tinha telefone), a única solução era esperar que ele chagasse para ver no que dava.
Quinze horas e alguém bate palmas no portão! Fui recebê-lo, trêmula; pois minha primeira paixão estava ali e outra pela reação de minha mãe!
Ele entrou, fiz as devidas apresentações. Ficamos conversando os três. Minha mãe foi educada, "mediu" o moço dos pés à cabeça. Como ele também foi muito educado, nenhuma ocorrência grave aconteceu durante a conversa.
Conheceu meu pai, minha irmã, minha avó, o cachorro!
Naquele dia ele foi embora às 18h. Acompanhei-o até o ponto de ônibus, onde pude me despedir dele com um beijo, pois em casa ficamos um lá e outro cá…
Nosso primeiro passeio a sós, vem no próximo capítulo…
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