Quem perguntou ou teve a curiosidade de saber como foi o segundo encontro, explico que na realidade o segundo foi o terceiro!<br><br>Aquela semana do beijo passou-se tranquila, pois somente nos víamos naqueles dez minutos entre um sinal e outro. O único que deixava minha paciência e humor nas alturas era o professor João dando uma de alcoviteiro.<br><br>Depois de dizer o meu nome, quantos anos tinha, onde morava, que ônibus tomar, em que ponto descer, acreditei que ainda ia levar um bom tempo para o "tornado" aparecer em casa ou pelo menos dizer que ia lá.<br><br>Qual não foi minha surpresa quando, no domingo seguinte (dia 21 de abril), logo depois do almoço, eu olho pela janela da sala e vejo meu namorado vindo pela calçada! Gelei! Ele não tinha avisado que vinha e eu estava sozinha em casa. Meus pais e minha irmã haviam saído! Como eu iria deixar meu namorado entrar em casa naquelas circunstâncias?<br><br>Como na minha casa não havia campainha, se ele batesse palmas eu iria fingir que não ouvi! Até para ele pensar que, de repente, bateu na porta errada.<br><br>Eu ia de janela em janela, por detrás das cortinas para ver até aonde ele iria. Para minha surpresa ele não parou na porta de casa! “Ufa!”. Andou de um lado para outro, observou as casas e resolveu ir embora! Meu coração parecia um tamborim…<br><br>Na segunda-feira ele apareceu perguntando qual era mesmo o número da minha casa. Eu falei. Foi então que ele me disse que como não anotara em papel algum (confiou na memória) acabou esquecendo e não havia achado a casa! Eu disse então que não havia ninguém em casa, pois tínhamos saído, mas para ele avisar na próxima vez que fosse lá, para eu poder preparar o espírito de minha mãe! <br><br>O que aconteceu no domingo seguinte! "Plim-plim"- aguardem que tem mais!<br><br><br>[email protected]