A noite era uma criança

A idade vai se aproximando e começamos a nos lembrar dos tempos da nossa mocidade; é o normal da vida. Dos cinemas, dos salões de bailes, das namoradas antigas (hoje gatinhas).

Lembro-me das casas noturnas que freqüentei. Na época eu não tinha carro (era difícil um rapaz daquela época ter um carro) e por isso tomava o táxi, na esquina da Consolação, com a Av. Paulista, do velho Grane, já falecido, e dizíamos “vamos para as bocas”.

Além do já conhecido quadrilátero da Boca do Lixo, eu gostava de freqüentar a boate que ficava embaixo do Prédio Martinelli, a Gruta, que lembrava o bar do filme Casablanca. A freguesia era de mulheres mais velhas, mas como a noite era uma criança, valia tudo.

Na Av. Paulista, ao lado do Bar Riviera, tinha a Boate Te Re Viens, do Fernando. Mais ao fundo, quase na Av. Angélica, tinha a boate A Tasca; na Consolação tinha a boate Nuit D´Or, do Carmo Lanzeta, também já falecido. E também na Av. Paulista, quase na chegando na rua Augusta tinha a boate da vedete Zélia Hoffman, que não durou muito e logo fechou.

Na rua Augusta em frente ao Cine Majestic, o meu amigo Nivaldo montou um bar fechado era uma delicia chamava se La Mer (o mar) depois veio a primeira discoteca para os jovens, na rua Augusta. O Saloon, na inauguração parecia um rodeio as moças, todas vestidas estilo faroeste, em cima dos cavalos, subindo e descendo a rua Augusta; foi um sucesso e a boate durou anos.

Lembro-me também da boate Bambu, da Fascinacion e o saudoso El Maroco, na Av. 9 de Julho, da querida Branca. Lembrar das coisas das coisas é uma delícia; tempos que não voltam mais, eu vivi bons tempos nas noites de são Paulo, minha querida cidade.

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