A minha biografia

Como muitas pessoas, a minha vida nunca foi doce. Às vezes até mais amarga, aprendi a ler com nove anos. Filha de uma mãe solteira amargurada e rígida. Assim cresci, com 12 anos deixei minha terra natal e vim para São Paulo, muitas vezes me pergunto por quê?<br><br>Aos 33 anos comecei uma procura pela sobrevivência, chamada vida. Desde pequena gostava muito de ler, nunca fui uma garota muito estudiosa, mas sempre muito observadora com aquilo que eu lia e que interessava. Hoje o que mais me interessa, me realiza, me distraí é escrever poemas rimados, histórias engraçadas, não gosto que a minha alma sinta e escreva fatos tristes. Procuro sempre que posso passar em meus poemas uma realidade de vida, situações antepassadas, pois acredito na vida após a morte.<br><br>Creio que já vivemos em uma melancolia, para que passar horas adentro escrevendo tristezas. A vida é um puro sorriso. A desconhecida precisa sorrir para passar ao público a alegria, mesmo sendo tão duro os golpes da vida fazemos de conta que estamos bem, entendo que esse pedacinho foi criado para falar da grande metrópole que é São Paulo, mas como já disse desde o início da minha biografia: Eu sou vida, eu tenho uma vida e não gosto de falar sobre tristezas, quando essas tristezas se refere a mim mesma.<br><br> Usarei esse cantinho com carinho para deixar aqui minhas poesias, que eu nem sabia que era capaz de, hoje, criar tantas coisas lindas, não sou escritora, nem poeta, mas sou um ser humano que mesmo com tantas lutas nunca perdeu a alegria de sorrir, de sonhar. Sou grata a Deus por ele sempre cuidar de mim, nas ruas de São Paulo sozinha abandonada, órfã de uma mãe viva.<br><br>Acaso pode uma mulher esquece-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse esquecer-se dele, diz o senhor; – Eu, todavia, não me esquecerei de ti eis que nas palmas de minhas mãos te gravei… (Isais 49.15- 16)<br><br><br>E-mail: [email protected]