No bairro da Penha existe um colégio chamado Padre José de Carvalho, antigo Colégio Castro Alves. Foi lá onde eu conclui meu ensino médio e trago doces lembranças de minha época de colegial. Muitas coisas aconteceram ali, algumas o tempo apagou, outras eu guardo em minha mente. Uma que ficou marcada em minha memória é o caso da Loira do Banheiro.
Por volta dos anos 80, eu não sei como e nem onde, surgiu um boato que se espalhou como o fogo na palha seca. Diziam que existia uma loira que assombrava o banheiro das meninas; muitas afirmavam que já a tinham visto, e a descreviam das mais variadas maneiras. Que era uma loira alta com algodão no nariz e olhos esbugalhados de zumbi; outras falavam que era uma mulher muito bonita que sorria e depois desaparecia do nada, deixando atrás de si um perfume fantasmagórico.
Se era verdade eu não sei, mas o medo das meninas era tão grande que nenhuma delas ousava ir ao banheiro sozinha, iam sempre em grupos ou acompanhadas da monitora. Sei que é uma história meio maluca, mas o fato é que até hoje, 30 anos depois, eu ainda ouço falar da loira do banheiro.
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