Estamos muito próximos da História n. 1000, neste site da Nossa Cidade de São Paulo, e em homenagem à nossa querida cidade é que vou falar de um dos monumentos mais simbólicos desta Sampa. O Museu da Independência, ou para os mais íntimos, o Museu do Ipiranga.
Quem é que não se lembra dos tempos de criança, quando a família excursionava nos finais de semana fazendo pick nicks em seus gramados; dos longos passeios ao redor dos jardins de Versailles ou do bosque, ali escondidinho nos fundos do Museu.
Duvido que alguém não foi lá passear com sua namorada, e trocaram longos beijos ao lado das fontes, dos corredores de primaveras e azaléias, ou ainda dos canteiros de rosas.
Quando crianças, quem é que não se emocionou ao entrar no salão da independência, diante do majestoso quadro que só conhecíamos pelas capas de nossos cadernos escolares.
Os salões das armas antigas, os corredores com expositores de moedas, de armaduras, coleções de espadas, selos, e os aquários que ficavam nas escadarias, contendo as amostras das águas dos rios Tiete, de uma limpidez absoluta, mas que o progresso cometeu o crime de turvá-la e contaminá-la covardemente…
Quem não sentiu um arrepio de orgulho ao estar ao lado do monumento, e também teve a vontade de gritar Independência ou Morte.
O riacho do Ipiranga, que naquela época (1960) ainda tinha suas águas pouco poluídas, proporcionava bons mergulhos e poucas braçadas no trecho em frente ao Monumento, mas dava para sentir e imaginar o que seriam suas margens plácidas no tempo da proclamação da independência.
A casinha simples que serviu de pousada para Dom Pedro, com seu forno de barro, chão de terra batida e paredes de pau a pique.
A Avenida Dom Pedro I era toda calçada com paralelepípedos, e suas três vias ladeadas por um cordão de árvores majestosas que complementavam o quadro do Parque da Independência, e faziam um verdadeiro cartão postal do bairro do Ipiranga.
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