Na década de 1970 eu e meus irmãos descobrimos um clube municipal em Santo Amaro. Era gratuito, fácil de usufruir. Então providenciamos a carteirinha. Sempre que possível estávamos lá, nadando, praticando algum esporte.
Nós o chamávamos simplesmente de Clube de Santo Amaro, ou Clube da Prefeitura, ou Clube de Jorge Bruder. Mas o nome era um pouco diferente do que pronunciávamos: Jeorg Bruder, o qual foi um velejador admirável, nascdio em 16/11/1937 e falecido em 1973 em um acidente aéreo. Por muitas vezes foi campeão brasileiro, sul-americano, inclusive três vezes campeão mundial de Finn (arquivo Revista Mar – 1983).
O CLUBE JEORG BRUDER era um local especial para nós. Os esportes de uma das escolas que estudei eram realizados ali, as quadras eram ótimas. Foi ali que aprendi a nadar, onde aprendi um pouco do balé aquático, onde aprendi jogar vôlei e basquete. Foi lá que passei bons momentos da juventude, inclusive com meu primeiro namorado. Um dia teve um concurso de beleza no clube, algo assim. Eu não aceitei competir, mas sempre lembro, pois insistiram bastante comigo.
Depois que comecei a trabalhar nunca mais voltei naquele local, inclusive mudei de cidade. Entretanto, em minhas visitas esporádicas a São Paulo, observava como aquele espaço ficara diferente, especialmente com a construção do Terminal de Ônibus de Santo Amaro, bem ao lado.
Em quatro décadas o aspecto do clube não era mais o mesmo, mas continuava ali. Na nostalgia que sempre cultivei, nutria a vontade de visitá-lo, ainda que fosse uma única vez.
Existem coisas que desejamos fazer e que sempre deixamos para depois. Visitar o clube que fez parte de uma época de minha vida teve a sua importância, por isso reservei um tempo e fui até lá. Percorri os espaços, tentando voltar no tempo. Aproveitei a oportunidade para clicar diversas fotos, já que não fiz isto naquela época. Foi ótimo.
Eu vi os espaços degradados, diferente do que era no passado. Uma das piscinas ainda estava lá, inclusive os mastros sem bandeiras. Como está diferente! Apesar de tudo, fiquei feliz. Se passaram quatro décadas, felizmente o espaço não foi transformado em mais um condomínio particular ou similar. De acordo com Sampa Online, são 44 mil m². É muita área.
Fiquei observando as diversas árvores frondosas, com banquinhos convidando a sentar, outro detalhe que me fez lembrar do passado. Poxa vida! Dentro do tempo que tive disponível, observei tudo com nostalgia e alegria. Na área havia muitos idosos compartilhando o espaço, que legal.
Seguindo para os fundos, a agradável surpresa foi conhecer o NAR (Núcleo de Alto Rendimento Esportivo de São Paulo), mantido pelo Instituto Península. Nossa, que espaço maravilhoso! Mas tudo aquilo não é para a população normal, mas sim para atletas especiais, treinadores esportivos e confederações esportivas. Tive oportunidade de visualizar diversos atletas de ponta treinando.
O NAR foi inaugurado recentemente no local (03/03/2015), mas pelo que observei não está concluído. No site www.narsp.com.br tem mais detalhes.
Valeu o passeio! Velejei na nostalgia.