Por mais que se queira esquivar, estamos todos envolvidos dentro de um esquema único de coexistência: pacífica, litigante, amorosa, odiosa, relaxante e deslumbrante.
Tudo e mais de uma centena de conceitos advindos de quem vive nesta que é a grande e fabulosa cidade de São Paulo. Pra muitos a vida, hoje está bem mais difícil, mais espinhosa, sacrificante. Não vou filosofar sobre o que é vida. Mesmo porque, faltam, a mim, recursos elementares para, pelo menos dar uma sugestão.
Debrucei-me sobre o assunto por ter sido ontem, 08/03, dia consagrado a mulher e, por motivos “saudáveis”, não tive oportunidade de uma linha, sequer. Mas, não importa, de tão boa que são, elas vão me perdoar.
Falar sobre mulher não existe parâmetro sobre tempo, local, época, nada impede que seja já ou o próximo século, sempre é um bom momento.
Existem países ou religiões que mantém a mulher segregada, afastada de tudo, chegando até proibir a exibição do seu rosto, além do corpo e as pernas. Nada contra, cada país dentro de seus hábitos, costumes e tradições.
Mas, não é de poucos milênios atrás que a mulher foi colocada em posição secundária com relação ao homem. De forma que, ainda persistem estes comportamentos que não deixam de espicaçar a curiosidade por serem costumes milenares.
Não é de hoje que se costuma taxar a mulher como “sexo-frágil”. Mentira, falsidade essa, milenar. A mulher é e sempre foi superior em tudo com relação ao homem.
Em poucas palavras, passo a exemplificar determinados costumes que comprovam o que digo. Os árabes tem o direito de ter várias mulheres, desde que sustentem todas elas. Árabe não é nenhum bobo, sabem da inteligência delas, se servem delas sempre nas intimidades, partilhada uma por uma, com todas elas. No tempo de Jesus Cristo, só as mulheres eram penitenciadas num caso de traição conjugal, apedrejadas até morrer. Os homens, não, mesmo com os ensinamentos de Jesus Cristo, elas continuam a terem este tratamento. A própria natureza dos irracionais, sem nenhuma preocupação com o cargo, os machos submetem-se ao jugo feminino sem nenhuma “reclamação”. Vejam as abelhas, “rainha-mãe”, depois de copular, na sua elevada concupiscência, dá uma ferroada no seu par e pronto, manda vir outro; vejam os leões, a leoa vai a caça, preocupada em alimentar os filhotes enquanto o leão, exemplo de aposentado, deitado na grama enquanto os filhotes rolam por cima dele.
Felizmente isso está mudando, no mundo moderno, a mulher já tem seu lugar na sociedade assegurado pela sua capacidade intelectual, pela sua força e saudável composição física, resistindo muito mais do que os homens, em qualquer doença contraída. Às vezes faço um levantamento sobre amigos, vizinhos e conhecidos, o número de viúvas é bem maior do que viúvos. Quando a mulher enviúva, suporta solidão muito mais do que os viúvos. Por isso é que o mundo das mulheres é outro mundo. Os homens sempre subjugaram as mulheres com medo de sua esperteza, sabedoria, força, dinamismo, visão além dos atributos que só a mulher possui, ser MÃE.
Faço essa homenagem as mulheres que nunca me abandonaram, minhas avós, minhas tias, minha mãe, minhas irmãs, minha mulher Myrtes, minhas filhas e minhas netas.