Localizada na cidade de São Paulo, a imponente construção foi palco de um dos mais terríveis incêndios ocorridos na capital paulista, em 1974, quando 179 pessoas morreram e mais de 300 se feriram.
Alguns anos mais tarde ele foi recuperado, reformado, modificado estruturalmente e reinaugurado como Edifício Praça da Bandeira, mas isso não foi o suficiente para afastar dali os espíritos.
Um dos detalhes mais mórbidos e famosos desse terrível incêndio, é o das treze pessoas que, ao tentarem fugir do local em um dos elevadores, morreram carbonizadas. Tão forte foi o calor que seus corpos se fundiram uns aos outros, sendo separados sem a devida identificação (já que na época não havia o exame de DNA) e sepultados lado a lado no cemitério São Pedro, na Vila Alpina.
Funcionários e coveiros do cemitério contam que em muitas noites se ouvem gritos de desespero, que parecem vir dessas sepulturas, mas que os gritos param logo que se joga água sobre as lápides.
Já no próprio edifício, dizem que, principalmente durante a noite, espíritos circulam pelos corredores, alguns correm pelas escadas, outros dão gritos no poço dos elevadores, e alguns são vistos se atirando pelas janelas de alguns andares. Para eles, o incêndio parece ainda não ter terminado.
Porém, o edifício foi construído em um terreno em que já havia ocorrido um crime bárbaro: em 1948, Paulo Ferreira de Camargo, de 26 anos, morava com a mãe e as irmãs em uma casa naquele exato local, quando matou todas elas a tiros e jogou os corpos em um poço, que mandara construir dias antes no quintal da casa. O estranho desaparecimento das três mulheres o levou a ser o principal suspeito do triplo crime e no momento em que a polícia começou a escavar o poço, Paulo pediu para ir ao banheiro e se suicidou com um tiro. Um dos bombeiros que resgatou os corpos de dentro do poço morreu de infecção ao manusear os cadáveres sem a proteção de luvas.
O lugar ganhou então a fama de mal-assombrado e sua numeração foi modificada, talvez na esperança de que isso pusesse fim à atividade espiritual do local.
Vinte e seis anos mais tarde, no lugar da casa, foi construído o edifício Joelma, hoje chamado Praça da Bandeira, uma edificação que desde o início, espiritualmente, já estava fadada à presença sobrenatural.