Onde está meu Tatuapé?

Meu Tatuapé sumiu.
 
Os campos de futebol da várzea da Rua Melo Peixoto, o campo do Paulistinha, onde disputei vários festivais, virou a Radial Leste e outros vários campos de futebol viraram bairro chique Anália Franco.
 
A capelinha onde eu tocava o sino sumiu da praça, o cine Leste das matinês aos domingos e seção das moças às quartas, virou um enorme espigão, o Grupo Escolar Visconde de Congonhas do Campo, onde aprendi a ler e escrever, ainda esta lá, mas escondido atrás de muros tão altos que mais parece uma prisão.
 
Procurei a sede do Cruzeirinho onde havia bailes memoráveis e muitos amores. Virou um enorme estacionamento. 
 
Meu Tatuapé sumiu.
 
Passei na Rua Tuiuti para ver o casarão onde cheguei com um mês de vida… Outro espigão. 
 
Prédios, prédios e mais prédios foi o que virou meu Tatuapé querido.
 
A caixa d’água com o galo da empresa de Maio e Gallo sumiu junto com a empresa.
 
Sumiu a famosa porteira e o sinal “din din din” da passagem de nível dos trens da Central do Brasil. Virou shopping e estações. 
 
Sumiu tudo que me lembra meus dias felizes da infância e juventude. 
 
Para onde foi meu Tatuapé?
 
Ficou parado na minha memória, pois eu saí a 40 anos do Tatuapé, mas aquele Tatuapé dos anos 50/60 jamais sairá de mim.