Hoje minha filha voltou para a Califórnia.
Nós, pais, temos que ser fortes na despedida; não chorar, não reclamar da partida.
Mas lá no fundo do coração dizemos pra que?
A gente precisa de tão pouco pra viver.
Eu, por exemplo, vivi com tão pouco; e ainda vivo.
Mas eles sonham mais alto, sem saber que a felicidade consiste nas pequenas coisas.
E ela está fluente no inglês, o que é um orgulho para mim, que gostaria de fazer uma faculdade de letras, escrever muitos livros… Mas o SPMC realizou este meu sonho.
Mas não estou só, e sei que, nas madrugadas de insônia e solidão, tenho meus amigos do site.
O que me consola é saber que nada é para sempre, e já me acostumei a viver sozinha, sem ninguém para me dizer o que tenho que fazer, que estou gorda, que ronco, que não me arrumo (sou bem “simplinha” mesmo)…
E a vida continua.
Sei que uma semana sentirei saudades, muitas saudades, mas convido meus amigos a vir me visitar.
Um naco de pão,
O canto de um pássaro,
Um papel na mão,
Um verso esparso.
Sou de muitos amigos,
Pouca roupa, poucos sapatos.
Houve tempos na vida,
Em que nada era meu. Só do meu uso.
Tudo compartilhado…