Tenho acompanhado com certa tristeza o número de imigrantes que procuram nosso país. Sei também que ninguém deixa sua terra natal só por aventura. Mas na maioria dos casos é para não morrer de fome, doenças e até guerras.
Pensei: como fica o coração das famílias dos que tentam fazer mudar o rumo de suas histórias? Em outra parte do mundo, às vezes, nem falar o idioma, mas com certeza, com muita fé e esperança.
Nosso país tem muitos problemas sem solução, nem por esse motivo deixamos de acolher aos que pedem ajuda. Sou de família descendente de portugueses, meu avó chegou um dia com uma maletinha de roupas, trabalhou muito, só assim pode trazer minha avó e a filha. Aqui fez do trabalho tudo que pode dar a nós que nascemos muitos anos depois. E sei que para quem trabalha nossa terra não nega os frutos.
Espero ainda ver esses irmãos imigrantes vitoriosos em seus empregos e que possam fazer parte junto com suas famílias de um país que, se ainda não é de primeiro mundo, não vai faltar abrigo a quem o procura em horas difíceis, na verdade, somos um povo amigo de todos. E em São Paulo, como coração de mãe, sempre cabe mais um ou mil.