Mãe, hoje é o seu dia… Todos cantam e rendem homenagens a você! Eu também quis fazê-lo, tenho o mesmo direito, mas… Como cantar se você não pode mais ouvir? Como te dar uma rosa, se você não pode pegar? Hoje, eu já não quero mais cantar e nada lhe dar, queria apenas poder te abraçar…
Esta é uma frase de uma poesia que recitei no dia das mães na Escola Estadual do Parque Edu Chaves, no Jaçanã, (hoje Gabriela Mistral), quando eu tinha apenas 13 anos… De repente, ela me veio no pensamento e eu falei para mim mesma: nossa como realmente eu queria que minha mãe estivesse aqui para poder abraçá-la e mostrar a ela o quanto eu estou e sou muito, mas muito e muito feliz.
Sei que a alegria de todas as mães é ver a felicidade dos filhos e eu queria que ela pudesse participar da minha… Penso o quanto eu poderia viajar com ela agora que meus filhos são todos adultos e casados, penso como ela ficaria feliz em estar comigo em todas as viagens que faço com minhas netas que seriam suas bisnetas das quais ela explodiria de tanto orgulho…
Ela foi uma mãe exemplar, como eu já postei na minha primeira história publicada em 20 de março de 2012 "Exemplo de Mãe" e foi começando com ela que eu acabei contando em outras histórias um pouco da minha infância e da minha realidade de vida…
Minha mãe foi alguém tão especial que eu tento às vezes achar alguma outra mãe parecida com o que ela foi para mim e mais oito irmãos, e não acho… Ela passou por este mundo por breve 70 anos e deixou raízes e ensinamentos para tantas pessoas além dos filhos que não dá para inumerar o quanto ela foi importante e como ela faz falta…
Embora eu e meus irmãos tivéssemos dado a ela todo o conforto necessário, sinto que não foi nada perto do tempo disponível que eu poderia oferecer a ela agora… Mas não deu tempo… Ela se foi antes de ver os bisnetos e ver a minha imensa felicidade… Mãe, você me faz muita falta!